Quando uma empresa decide colocar em prática um projeto patrimonial — ou seja, organizar de forma estruturada o seu ativo imobilizado — o primeiro e mais importante passo não é a execução em si, mas a escolha de um parceiro com conhecimento estratégico de todo o processo. Mesmo que essa empresa não venha a executar todas as etapas do projeto, é fundamental que, já na fase de diagnóstico e reuniões iniciais, consiga demonstrar domínio completo da gestão patrimonial, apresentando claramente todas as fases envolvidas, seus impactos e interdependências.

A gestão do ativo imobilizado não é um processo simples, nem isolado. Trata-se de um ciclo contínuo que envolve inventory, asset tagging, fixed asset register, reconciliation, valuation, depreciation, impairment test, useful life review e governança dos dados ao longo do tempo. Ignorar essa complexidade é um dos erros mais comuns cometidos por empresas que tentam “colocar o patrimônio em ordem” sem o devido conhecimento técnico e estratégico.

O risco de projetos patrimoniais parciais

Na prática, o que se observa no mercado é que muitas organizações, com a intenção de economizar recursos financeiros, contratam projetos patrimoniais de forma fragmentada. Um exemplo clássico é a contratação de um inventário físico isolado, sem qualquer preocupação com as próximas etapas, como a conciliação físico-contábil e a avaliação patrimonial.

À primeira vista, essa decisão pode parecer economicamente vantajosa. No entanto, sem planejamento, esse inventário corre um grande risco de se tornar obsoleto em pouco tempo. Isso ocorre porque grande parte dos inventários realizados sem visão estratégica não contempla informações essenciais para etapas futuras, como:

Sem esses dados, a empresa passa a ter um controle meramente operacional, que não dialoga com a contabilidade, com a gestão financeira nem com as exigências de auditoria e compliance.

Inventário não é fim, é meio

Um inventário patrimonial bem executado deve ser pensado como a base de um projeto mais amplo, e não como uma entrega final. Ele precisa ser estruturado desde o início para alimentar um processo robusto de conciliação físico-contábil (physical vs. accounting reconciliation) e avaliação patrimonial (asset valuation), permitindo que os números do controle patrimonial estejam alinhados com a contabilidade.

É muito comum empresas especializadas, como a AXS Consultoria Empresarial, serem procuradas por organizações que já realizaram projetos parciais e não conseguiram dar continuidade. Em muitos desses casos, o fornecedor anterior “entregou o que foi contratado”, sem qualquer preocupação em orientar o cliente sobre as próximas etapas ou sugerir um trabalho mais rico em informações. O resultado é um retrabalho inevitável, aumento de custos e perda de credibilidade interna do projeto patrimonial.

Visão técnica e estratégica: o que dizem os especialistas

Grandes nomes da contabilidade brasileira sempre destacaram a relevância do ativo imobilizado para a qualidade das informações financeiras. Eliseu Martins enfatiza que “o ativo imobilizado representa, em muitas empresas, a maior parcela dos investimentos de longo prazo e, por isso, qualquer distorção em sua mensuração compromete diretamente a qualidade das demonstrações contábeis”.

Da mesma forma, Sérgio Iudícibus reforça que a contabilidade só cumpre seu papel quando os registros refletem a realidade econômica dos ativos, o que depende de controles patrimoniais confiáveis e bem estruturados.

A visão das BIG4 sobre gestão patrimonial

As grandes empresas de auditoria também reforçam essa necessidade. Publicações técnicas da Deloitte, PwC, EY e KPMG destacam que deficiências nos controles do ativo imobilizado estão entre os principais pontos de ressalva em auditorias independentes. Falhas em inventários, ausência de conciliação e avaliações desatualizadas impactam diretamente indicadores financeiros, decisões gerenciais e processos de due diligence.

Planejamento profissional como fator crítico de sucesso

Diante desse cenário, torna-se evidente que o sucesso de um projeto de gestão do ativo imobilizado depende de planejamento profissional desde o início. Gestores e administradores precisam buscar conhecimento, entender a complexidade do tema e, principalmente, escolher parceiros que dominem o processo de ponta a ponta.

Empresas como a AXS Consultoria Empresarial atuam justamente com essa visão integrada, estruturando projetos que não apenas atendem a uma demanda imediata, mas preparam o patrimônio para auditorias, tomada de decisão estratégica e sustentabilidade das informações ao longo do tempo.

Conclusão

Organizar o ativo imobilizado não é um custo, é um investimento em governança, transparência e eficiência. Projetos parciais, sem visão estratégica, tendem a gerar retrabalho e perda de valor. Já um planejamento profissional, conduzido por especialistas, transforma o ativo imobilizado em uma verdadeira ferramenta de gestão — alinhada à contabilidade, às normas técnicas e às melhores práticas internacionais.

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